“Belo” dia pra voltar a escrever aqui. Como a maioria das pessoas eu lembro exatamente o que estava fazendo quando o Bin Laden resolveu brincar de tiro ao alvo (ok isso foi infame), eu estava com 11 anos de idade, não tinha aula e estava em casa vendo tv, quando meus desenhos foram interrompidos pela imagem da primeira torre pegando fogo. Inicialmente anunciaram que era um acidente, mas eu vi o momento que o segundo avião atingiu a outra torre, foi uma das poucas vezes que pressenciei todos os canais transmitindo ao mesmo tempo a mesma notícia tentando adivinhar o que estava acontecendo. Mas nove anos já se passaram, e vou logo ao real assunto do post.
Vida de jornalista não é fácil, de estudante menos ainda. A falta de experiência e a timidez acumulada atrapalham muito no início, mas depois (ainda bem) se acostumam a abordar estranhos no meio da rua para saber sua opinião sobre o bairro, o metrô, um hospital, a política nacional e qualquer outro assunto que transforme aquele ilustre desconhecido em uma fonte de informações.
Já vivi muitas aventuras nesses quatro semestres, de conhecer pessoas muito simpáticas e com histórias incríveis a ter que andar quilômetros (num mesmo dia) sem conseguir uma única entrevista. Aprendi muito é verdade: no primeiro semestre demorava horas para abordar alguém, ontem falei com cinco pessoas em quarenta minutos.
Pelo menos quando você está na rua depende apenas de seus esforços, mais complicado é ter de depender da resposta de assessorias de imprensa que ás vezes por descobrir que você é apenas um estudante te ignoram, enrolam, e não respondem. Mas como sou brasileira e não desisto nunca, aprendi a insistir e “ser chata”, porque como diz um professor : “Jornalista tem que ser chato”.
Pois é, por essas e outras que agora nesse Blog (afinal isso deveria ser um diário) vou narrar minhas aventuras, muitas provindas das matérias apuradas para o Jornal Maria Antônia.

Acho incrível a vida de jornalista, e respeito infinitamente àqueles que têm por sua vida a informação. Tenho certa repulsa por informações sensacionalistas ou que “depredam” o país.